Quem é o Meu Próximo [PARTE 2]

O Bom Samaritano

Continuação do estudo “Quem é o meu próximo”.

Em resposta à pergunta do homem de quem era o próximo dele, Jesus conta a história do bom samaritano. Um judeu estava indo de Jerusalém para Jericó, atravessando uma área escarpada e remota, quando foi roubado, espancado e deixado “quase morto” à beira do caminho (LC 15.30). Um sacerdote e depois um levita – que era um dos ajudantes dos sacerdotes no templo – desceram pelo caminho. Os dois eram pessoas que deveriam ter parado e ajudado, pois o ferido era um irmão na fé. No entanto, passaram de longe, talvez achando extremamente perigoso parar em uma estrada isolada em uma região infestada de assaltantes.

Então um samaritano apareceu no caminho. Samaritanos e judeus eram inimigos ferrenhos. Os judeus achavam que os samaritanos não passavam de “mestiços” e heréticos religiosos, e, assim, a animosidade entre eles era enorme. Mas, quando o samaritano viu o homem caído na estrada, encheu-se de compaixão. Mesmo arriscando a vida, ofereceu os primeiros socorros ao ferido e depois o levou a uma hospedaria. O samaritano pagou ao hospedeiro para cuidar do judeu machucado até que ele se recuperasse totalmente. A despesa deve ter sido grande.

O que Jesus estava querendo com essa história? Estava respondendo de forma ousada a pergunta: “O que significa amar meu próximo? Qual é a definição de ‘amor’?” Como resposta, Jesus descreveu um homem preenchendo as necessidades materiais, físicas e econômicas de alguém. Cuidar das necessidades materiais e financeiras dos outros não é opcional. Ele se recusou a deixar que o doutor da lei restringisse as implicações do mandamento sobre o amor. Jesus explicou que amar significava envolver-se de maneira sacrificial com os vulneráveis, assim como o samaritano arriscou a vida quando parou na estrada.




Além de não permitir que decidamos como amar, Jesus também não permite que escolhamos quem amar. É normal acharmos que nossos semelhantes são as pessoas da mesma posição social e financeira que temos. Por instinto, selecionamos as pessoas que queremos ajudar. Dispomo-nos a ajudar pessoas iguais a nós, pessoas de quem gostamos. Jesus não aceita esse tipo de coisa. Ao descrever um samaritano auxiliando um judeu, Cristo não poderia ter usado um modo mais vigoroso de explicar que qualquer carente – não importa sua raça, preferência política, classe social e religião – é nosso semelhante. Nem todas as pessoas são nossos irmãos na fé, mas todas são nossos semelhantes, e temos de amar os semelhantes.

Veja a Parte 1 desse estudo, clique aqui!

 

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